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Histórico e Linhas de Pesquisa

O Programa de Pós-Graduação em Antropologia da Universidade Federal da Bahia (PPGA UFBA) foi criado em 2007 - ainda que sua história remonte, de muitas formas, à do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UFBA, que data de 1990, e, por óbvio, à da própria Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, cujo curso de Ciências Sociais, dos mais antigos do país, remete a 1949.

Atuando como curso de Pós-Graduação stricto sensu, o PPGA oferece cursos nos níveis de Mestrado Acadêmico e Doutorado. O PPG conta, atualmente, com 17 professores no seu corpo permanente, 6 professores colaboradores, pesquisadores doutorados pelas mais diferentes universidades, traduzindo uma variedade de trajetórias, formações e campos de atuação. Este corpo docente se distribui em três linhas de pesquisa e seis projetos estruturantes quais sejam:

 

Linha 1 – Etnologia, diásporas e cosmopolíticas.

A linha dedica-se à investigação dos processos históricos e contemporâneos de produção, circulação e contestação das diferenças sociais, tomando como referência privilegiada as experiências e perspectivas de povos indígenas e de populações vinculadas às diásporas africanas no Brasil, nas Américas e no mundo atlântico. Por meio de abordagens etnográficas e comparativas, procura compreender como pertencimentos, classificações e regimes de alteridade são constituídos, disputados e transformados em diferentes contextos. Reúne pesquisas sobre relações raciais e racialização, antirracismo, diásporas, territorialização, etnicidade, etnologia indígena, relações cosmopolíticas, memória, reparação, colonialidade, arquivos e produção social da diferença. A diversidade interna desta linha se expressa particularmente em dois projetos estruturantes.

Projetos Estruturantes.

1.1 Povos Indígenas e indigenismo. Este projeto congrega pesquisas dedicadas aos povos indígenas e às transformações de suas formas de vida em contextos marcados por disputas territoriais, mudanças ambientais e reconfigurações políticas. As investigações versam sobre etnologia indígena, indigenismo, epistemologias e conhecimentos indígenas, etnicidade, direitos e governança indígena.

1.2 Diáspora, memória e paisagens afro-atlânticas. Tomando como ponto de partida as histórias da escravização e a centralidade das relações raciais na constituição das desigualdades contemporâneas, o projeto reúne estudos sobre diásporas africanas, racismo, memória, religiões afro-brasileiras, arquivos, criação artística e formas de ação política em torno do reconhecimento e da reparação. 

Profa. Alline Torres Dias da Cruz

Prof. Amiel Ernenek Mejía Lara

Profa.  Ana Paula Comin de Carvalho

Profa.  Cecilia Anne McCallum

Profa.  Cíntia Beatriz Müller

Prof. Felipe Sotto Maior Cruz (Felipe Tuxá)

Prof. João Pacheco de Oliveira Filho

Prof.Lívio Sansone

Prof. Luís Nicolau Parés

Prof. Marcelo Moura Mello

Prof. Mariana Balen Fernandes

Prof. Maurício Caviedes

Prof. Moisés Lino e Silva

Prof. Rafael Butti

 

Linha 2 – Espaços, tradições e disputas públicas

A linha reúne pesquisas sobre religião, patrimônio material e imaterial, cidade, imagem, movimentos sociais, deslocamentos, direitos socioculturais e diferentes formas de produção da cultura tradição e do habitar em contextos urbanos e rurais. Os estudos desenvolvidos dedicam especial atenção às transformações contemporâneas do religioso, aos processos de patrimonialização, às políticas da memória, à busca por justiça e às mobilizações coletivas em torno de direitos, pertencimentos e cidadania. Ao articular etnografia, pesquisa documental e produção audiovisual, a linha examina os processos pelos quais territórios espaços, memórias e formas de pertencimento são constituídos, reelaborados e contestados em diferentes contextos históricos. Particular atenção é dedicada aos conflitos em torno dos usos do território e dos recursos coletivos, contribuindo para os debates antropológicos sobre religião, patrimônio, memória, antropologia urbana, imagem, ecologia, educação diferenciada e justiça sociocultural. A diversidade das agendas de pesquisa reunidas pela linha se expressa em dois projetos estruturantes principais.

Projetos Estruturantes.

2.1 Religiões e transformações do contemporâneo. As pesquisas vinculadas a este projeto investigam as múltiplas formas assumidas pelo fenômeno religioso em contextos contemporâneos e suas articulações com espiritualidade, cuidado, alimentação e modos de vida. O interesse recai sobre os processos de transformação do religioso, suas relações com diferentes formas de sociabilidade e pertencimento e sua participação nas dinâmicas contemporâneas de produção da diferença. Por meio de abordagens etnográficas e comparativas, o projeto contribui para a compreensão das relações entre religião, memória social e experiência cotidiana.

2.2 Poder, formas de habitar e patrimônio Este projeto reúne pesquisas voltadas para os processos de produção, circulação e disputa de imagens, memórias, práticas de justiça, patrimônios e formas de habitar e representar em contextos urbanos e rurais. Abrange estudos sobre cidade, imaginários, visualidades, territórios, movimentos sociais, políticas públicas, direitos socioculturais, deslocamentos e diferentes modalidades de pertencimento, com especial atenção às práticas de justiça, às controvérsias em torno dos usos do território e dos recursos coletivos e às formas públicas de reconhecimento e reivindicação. A imagem poderá ser abordada como objeto e/ou linguagem de pesquisa para a produção do conhecimento antropológico, por meio de etnografias e de diferentes formas de produção audiovisual. 

Profa. Alline Torres Dias da Cruz

Profa. Ana Paula Comin de Carvalho

Prof. Carlos Alberto Caroso Soares

Profa. Cíntia Beatriz Müller

Profa.Fátima Regina Gomes Tavares

Prof. Guillermo Sanábria

Prof. Lívio Sansone

Prof. Luís Nicolau Parés

Prof. Marcelo Moura Mello

Profa. Roselene Cássia de Alencar Silva

Profa. Urpi Montoya Uriarte

Prof. Vílson Caetano de Sousa Júnior

 

Linha 3 – Gênero, Corpo e Cuidado. Esta linha reúne investigações sobre as múltiplas formas de constituição do corpo, gênero, afeto, parentesco, reprodução, sexualidade, moralidade, cuidado, sofrimento e subjetividades. Em diálogo com a antropologia do gênero e sexualidade, da saúde e das emoções, do conhecimento e das moralidades, os estudos desenvolvidos procuram compreender os valores, afetos e relações de poder envolvidos nos modos de viver, sofrer, cuidar, desejar, conhecer e produzir sentidos para a existência. A linha dedica especial atenção às operações de poder que sustentam estruturas, ordens e hierarquias dominantes, bem como às formas de vida, práticas e saberes que emergem em suas margens, tensões, instabilidades e inversões em diálogo com a antropologia feminista e queer contemporâneas. Contempla ainda pesquisas sobre a pluralidade terapêutica contemporânea, em suas interfaces com dimensões espirituais e lúdicas, além de investigações sobre diferentes formas de expertise e modos de produção, transmissão e legitimação do conhecimento.

Projetos Estruturantes.

3.1 Gênero, sexualidade e estudos queer. Reunindo pesquisas desenvolvidas em torno dos estudos de gênero, da sexualidade e das perspectivas queer, este projeto dedica-se ao exame de experiências e formas de vida frequentemente situadas nas margens ou em tensão com classificações e hierarquias dominantes, contribuindo para os debates antropológicos sobre família, parentesco, feminismo, desejo, práticas sexuais e ética.

3.2 Corpo, saúde e regimes de conhecimento. Tomando o cuidado como eixo privilegiado de investigação, este projeto reúne pesquisas sobre saúde, espiritualidade, reprodução, alimentação, usos de substâncias psicoativas e pluralidade terapêutica, assim como estudos voltados para a produção e circulação do conhecimento, práticas educativas, comunidades de especialistas e regimes de expertise. Particular atenção é dedicada às relações entre cuidado, moralidades e formas de autoridade, bem como aos modos pelos quais diferentes coletivos produzem, transmitem e legitimam conhecimentos, valores e formas de vida. 

Profa. Ana Paula dos Reis

Prof. Carlos Alberto Caroso Soares

Profa. Cecilia Anne McCallum

Prof. Edward John Batista das Neves MacRae

Profa. Fátima Regina Gomes Tavares

Prof. Guillermo Vega Sanabria

Prof. Maurício Caviedes

Prof. Moisés Lino e Silva

Profa. Roselene Cássia de Alencar Silva

Prof. Vílson Caetano de Sousa Júnior

 

Os cursos funcionam em período integral, sendo a oferta de disciplinas variável entre turnos (manhã e tarde). Sua sede é o campus de São Lázaro da UFBA (Rua Prof. Aristides Novis, 197, Federação - Salvador, BA), onde fica localizada a FFCH. Neste mesmo campus, o PPGA conta o apoio das estruturas da FFCH, incluindo a Biblioteca Universitária Isaías Alves e laboratórios de informática destinados aos discentes.

O Programa realiza regularmente seleção anual para ingressantes. A quantidade de vagas é condicionada à disponibilidade para orientação e à capacidade do Programa de receber novos estudantes, sendo, portanto, variável. O PPGA conta com Bolsas de estudos cedidas através das cotas do Programa DS - CAPES e também através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), além de conceder apoio institucional para solicitações feitas a outros órgãos e/ou linhas de fomento à pesquisa. A distribuição de Bolsas é feita por Comissão própria, segundo critérios definidos pelo Regimento do curso.

A secretaria (ppga@ufba.br) e a Coordenação (coord.ppga@ufba.br) estão localizadas em salas da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FFCH), Campus de São Lázaro - Rua Professor Aristídes Novis, 197 – Federação, Salvador - BA - Cep: 40210-630. O atendimento presencial ocorrerá mediante pré-agendamento através de e-mail.

 

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